{"id":4378,"date":"2023-01-13T15:26:50","date_gmt":"2023-01-13T14:26:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.joseph-wresinski.org\/en\/?p=4378"},"modified":"2023-01-13T15:26:50","modified_gmt":"2023-01-13T14:26:50","slug":"direito-de-ser-um-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.joseph-wresinski.org\/en\/direito-de-ser-um-humano\/","title":{"rendered":"Direito De Ser Um Humano"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando falamos de direitos humanos&#8230; muitas vezes esquecemos [que] lutar pelos direitos humanos \u00e9 lutar pelo direito de ser um humano.<br \/>\nO que \u00e9 ser um humano?<br \/>\nSer humano \u00e9 [ser] uma pessoa que \u00e9 reconhecida como &#8216;pessoa&#8217; &#8230; e [reconhecida] como capaz de efetuar os grandes atos da vida.<br \/>\nQuais s\u00e3o esses grandes atos da exist\u00eancia?<br \/>\n\u00c9 pensar, acreditar, amar, meditar.<br \/>\nS\u00f3 somos verdadeiramente humanos na medida em que somos capazes de realizar esses atos! O que \u00e9 um homem?<br \/>\nUm homem \u00e9 aquele que \u00e9 capaz de formar suas pr\u00f3prias ideias, n\u00e3o necessariamente por ele mesmo e sozinho&#8230; \u00e9 claro! Mas quem \u00e9 capaz, ao escutar o mundo, de forjar suas pr\u00f3prias ideias sobre Deus, sobre o sentido do belo, do verdadeiro e do bom, sobre o pr\u00f3prio homem, sobre o sentido da vida, sobre o sentido da morte, sobre a vida ap\u00f3s a morte&#8230;<br \/>\nAquele que \u00e9 capaz de&#8230; realmente forjar suas pr\u00f3prias ideias sobre estes grandes temas da exist\u00eancia do homem&#8230; ele \u00e9 um homem!<br \/>\nUm homem, basicamente, visto deste \u00e2ngulo, pode ser resumido neste axioma filos\u00f3fico:<br \/>\nEu tenho ideias, eu acho, portanto, sou humano!<br \/>\nEu amo, portanto, sou humano!<br \/>\nEu medito, portanto? sou humano!<br \/>\nEu rezo, portanto, sou humano!<br \/>\nEu acredito, portanto, sou humano!<\/p>\n<p>O drama do subproletariado \u00e9 que ele n\u00e3o tem essas possibilidades! Por que ele n\u00e3o tem essas possibilidades? Porque ele \u00e9 porque ele n\u00e3o est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de se fazer perguntas essenciais sobre a vida. Um humano [\u00e9 aquele] que tem uma mente organizada, que \u00e9 capaz de seguir seu pensamento, de empurr\u00e1-lo at\u00e9 o fim e, consequentemente, de retomar em si tudo o que ele tem ouvido, aprendido, visto, observado e de fazer disso, muito mais do que um objeto, um tema de reflex\u00e3o, uma esp\u00e9cie de autoidentifica\u00e7\u00e3o, e [ao mesmo tempo] de inserir o que ele adquiriu em uma totalidade familiar e social, de inseri-lo em um ambiente e de lhe dar um significado nesse ambiente: em uma palavra, de torn\u00e1-lo parte do universal. N\u00e3o h\u00e1 humano quando n\u00e3o se \u00e9 capaz de ter um esp\u00edrito que o conduza \u00e0 universalidade! E \u00e9 por isso que falamos tanto de uma mem\u00f3ria &#8230; dentro de um Movimento, porque s\u00f3 um Movimento pode introduzir o Quarto Mundo no universal e dar-lhe um esp\u00edrito universal!<br \/>\nEm uma palavra, humano \u00e9 aquele que pode responder a tr\u00eas perguntas essenciais:<br \/>\nA primeira pergunta: &#8220;Quem \u00e9 voc\u00ea?&#8221; &#8211; &#8220;Eu sou ser humano!&#8221;<br \/>\nA segunda pergunta: &#8220;Onde voc\u00ea mora?&#8221; &#8211; &#8220;Eu vivo na terra! Eu sou um terr\u00e1queo! Eu sou uma pessoa deste mundo!<br \/>\nTerceiro: &#8220;O que voc\u00ea faz?&#8221; &#8211; &#8220;Eu construo o mundo!&#8221;<br \/>\nUm homem que n\u00e3o tem consci\u00eancia de construir o mundo [&#8230;] \u00e9 um parasita, uma pessoa in\u00fatil! E o Quarto Mundo [&#8230;] est\u00e1 bem ciente disso! Ele est\u00e1 bem ciente disso&#8230; e \u00e9 por isso que tem tanta inveja de n\u00f3s!<br \/>\nBasicamente, a dificuldade que temos em conhecer o Quarto Mundo, quer sejamos volunt\u00e1rios ou n\u00e3o, \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o&#8230; o sub-proletariado&#8230; tem inveja de n\u00f3s, porque podemos responder a estas tr\u00eas perguntas: Quem \u00e9 voc\u00ea? Onde voc\u00ea mora? O que voc\u00ea faz? E est\u00e1 ciente disso&#8230; Ele sabe disso&#8230;<br \/>\nNasci no Quarto Mundo, e esse foi meu ci\u00fame permanente&#8230;permanente! Isso \u00e9 tudo que eu j\u00e1 conheci no mundo, e todos aqueles ao meu redor que eu conhe\u00e7o h\u00e1 quase 50 anos nunca disseram mais nada al\u00e9m disso! Uma segunda condi\u00e7\u00e3o, uma condi\u00e7\u00e3o para poder realmente expressar o que somos, o homem que devemos ser, \u00e9 ter a capacidade de amar! Ou seja, colocar a outra pessoa no n\u00edvel de nossas pr\u00f3prias preocupa\u00e7\u00f5es! Isto \u00e9 o que significa amar: colocar a outra pessoa no n\u00edvel de suas preocupa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o suas preocupa\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias, mas suas maiores preocupa\u00e7\u00f5es! Maiores&#8230;[Amar \u00e9 tamb\u00e9m] certificar ao outro que ele \u00e9 importante! N\u00e3o s\u00f3 para n\u00f3s, mas que ele \u00e9 importante para si mesmo, que existe para si mesmo, que \u00e9 importante em si mesmo! E que \u00e9 essa import\u00e2ncia que est\u00e1 nele, que o faz, que conta para n\u00f3s&#8230; porque \u00e9 disso que o Quarto Mundo precisa e \u00e9 ent\u00e3o, neste momento, que ele deixar\u00e1 de ter ci\u00fames!<br \/>\nNo momento em que a outra pessoa sentir\u00e1 que \u00e9 realmente igual para n\u00f3s, n\u00e3o porque possa ser \u00fatil para uma coisa ou outra, n\u00e3o porque precisamos que ele n\u00e3o esteja sozinho, para matar nossa pr\u00f3pria solid\u00e3o, mas porque em si mesmo ele tem uma import\u00e2ncia inalien\u00e1vel! E o Quarto Mundo sabe disso! Porque n\u00e3o devemos imaginar que o Quarto Mundo, que n\u00e3o tem um pensamento constru\u00eddo, seja um peda\u00e7o de madeira, uma pedra, \u00e1gua&#8230; De jeito nenhum!<br \/>\nEm certos momentos de clareza, ele lhe dir\u00e1 &#8211; ele j\u00e1 me disse milhares de vezes: &#8211; &#8220;Eu o sirvo!&#8221;&#8230; &#8220;Eu o sirvo!&#8221;&#8230; e ele pode dizer a cada um de n\u00f3s, n\u00e3o pode, o que \u00e9 verdade: &#8220;Eu o sirvo! Voc\u00ea precisa de mim, n\u00e3o&#8230; n\u00e3o porque eu sou o que sou&#8230; mas voc\u00ea precisa de mim para fazer seus estudos, para se expressar, para conseguir algo, para lutar suas batalhas! Eu sou \u00fatil a voc\u00ea&#8230; n\u00e3o por causa do que sou&#8230; mas porque eu trago algo para voc\u00ea&#8230; que voc\u00ea mant\u00e9m ciosamente para si mesmo&#8230;<br \/>\nEsse &#8216;outro&#8217;, esse outro que \u00e9 o mais prejudicado de todos, esse outro que \u00e9 importante em si mesmo e que \u00e9 importante para n\u00f3s, o Movimento escolheu que esse outro seja o mais desfavorecido! Na verdade, dentro da estrutura do Movimento, \u00e9 aquele que est\u00e1 no fundo da escala social e, portanto, aquele que est\u00e1 mais privado de poder, de um pensamento constru\u00eddo e das possibilidades de amar, \u00e9 este que o Movimento quiz alcan\u00e7ar! E \u00e9 esta pessoa que o Movimento se prop\u00f5e alcan\u00e7ar e considerar, importante em si mesma, para si mesma antes que a qualquer outra pessoa, e consider\u00e1-la como contando para n\u00f3s! Este \u00e9 nosso irm\u00e3o&#8230; Esa \u00e9 nossa op\u00e7\u00e3o&#8230;<br \/>\nEsta \u00e9 nossa luta pelos direitos humanos: [&#8230;] fazer emergir como humano aquele que est\u00e1 no fundo, no mais baixo da escala social, para que encontre as faculdades de um pensamento constru\u00eddo e as possibilidades de amar que carrega em si ao nascer, porque toda pessoa, quando nasce &#8211; sem fazer &#8220;rouseaunionismo&#8221; tolo &#8211; toda pessoa, ao nascer carrega em si estas faculdades, estas possibilidades em potencial&#8230; Ele \u00e9 feito para pensar! Ele \u00e9 feito para amar! E ele sabe disso! Ele sabe disso aos 16 anos&#8230; Ele sabe disso dos 40 anos!<br \/>\nA vida, ao contr\u00e1rio, injusta, desigual, dependente, deteriorou essas faculdades. Na realidade, o homem do Quarto Mundo \u00e9 um homem mutilado, para quem &#8211; permitam-me usar esta imagem &#8211; as asas foram cortadas! Mas como podemos tirar esta pessoa das profundezas da ang\u00fastia humana, da mis\u00e9ria e da solid\u00e3o? Como fazer emergir esta pessoa que \u00e9 um estrangeiro? Ele \u00e9 um estrangeiro&#8230; e poder\u00edamos pens\u00e1-lo: no nivel geogr\u00e1fico, ele est\u00e1 sempre fora das cidades&#8230; n\u00f3s o dissemos: ele \u00e9 um exclu\u00eddo&#8230; Ele \u00e9 um estrangeiro social, um estrangeiro cultural, um estrangeiro religioso&#8230; Ele n\u00e3o faz parte de nenhuma espiritualidade&#8230; Ele n\u00e3o pertence a nenhum Deus&#8230; Em uma palavra, ele n\u00e3o tem identidade. Este homem que queremos trazer \u00e0 tona \u00e9 um estranho sem identidade. N\u00e3o apenas no mundo de hoje. Esta sempre foi a condi\u00e7\u00e3o dos muito pobres&#8230; e \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o dos muito pobres na \u00c1frica, na Am\u00e9rica Latina, na \u00cdndia, na Austr\u00e1lia&#8230; em todos os continentes. Todos os cinco continentes! N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel encontrar, em nenhum dos cinco continentes, uma pessoa t\u00e3o no fundo da escada social que n\u00e3o seja um estrangeiro!<br \/>\nMas um estrangeiro&#8230; \u00e9 algu\u00e9m que tem medo do outro&#8230; que tem medo do outro logo que algo atravessa seu caminho&#8230; algo inusitado, algo fora do comum&#8230; ent\u00e3o ele perde os pedais. Ent\u00e3o ele n\u00e3o pensa. Ele entra em p\u00e2nico! Ele perde sua b\u00fassola. Porque ele \u00e9 algu\u00e9m que n\u00e3o \u00e9 reconhecido pelos outros!<br \/>\nE aquele que ele tem diante de si \u00e9 sempre algu\u00e9m que pode introduzir em sua vida o incomum, o imprevis\u00edvel, o constrangimento, o enquadramento, a recupera\u00e7\u00e3o&#8230; E o Quarto Mundo sabe disso&#8230; Viveu-o&#8230; e passa de pai para filho! E \u00e9 por isso que o Quarto Mundo tem medo dos padres&#8230; tem medo dos prefeitos, dos professores&#8230; tem medo dos assistentes sociais&#8230; tem medo de todos aqueles que t\u00eam algum poder ao seu redor. Ele tem medo do volunt\u00e1rio, do aliado que vem at\u00e9 ele. Ele tem medo de si mesmo!<br \/>\nE um homem que tem medo n\u00e3o pode crescer em seu pensamento&#8230; n\u00e3o pode fazer os atos essenciais para sua pr\u00f3pria vida&#8230; para sua defini\u00e7\u00e3o de homem&#8230; Ele n\u00e3o pode ser um homem&#8230; E um homem sem status, sem reconhecimento, um homem, um estranho entre seus irm\u00e3os, um homem que tem medo, \u00e9 um homem in\u00fatil&#8230; E \u00e9 por isso que o Quarto Mundo, como sabe muito bem, agoniza por sua inutilidade!<br \/>\nAssim, quando falamos da inutilidade, muitas vezes falamos da inutilidade que [se refere] ao trabalho. Estamos numa sociedade de trabalho&#8230; H\u00e1 inutilidades que s\u00e3o muito mais graves&#8230; H\u00e1 inutilidades sociais&#8230; H\u00e1 inutilidades familiares&#8230; H\u00e1 inutilidade religiosa, espiritual, cultural&#8230;<br \/>\nAs pessoas do Quarto Mundo sabem que s\u00e3o in\u00fateis em todos os n\u00edveis&#8230; em todos os graus&#8230;<br \/>\nMas o dever de um ser humano, o dever de um ser humano, que os direitos humanos devem defender, \u00e9 estar onde ser\u00e1 mais \u00fatil na sociedade, entre seus irm\u00e3os&#8230; Mas isso \u00e9 imposs\u00edvel no Quarto Mundo! E \u00e9 por isso que nos juntamos ao Quarto Mundo!<br \/>\n\u00c9 por isso que fizemos uma op\u00e7\u00e3o fundamental sobre essa pessoa, nosso irm\u00e3o, meu povo, sim, pessoalmente, meu pr\u00f3prio povo, porque \u00e9 isso que tenho conhecido a partir do pr\u00f3prio dia em que comecei a compreender as pessoas entre as quais vivi, e comecei a compreender as pessoas. Sei disso desde o pr\u00f3prio dia em que comecei a entender as pessoas entre as quais viv\u00eda e comecei a compreender os outros homens ao meu redor. Eu era um estrangeiro, um estrangeiro tomado de medo&#8230; permanentemente e incapaz de qualquer utilidade!<br \/>\nA primeira rea\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o concreta na qual o Movimento se engaja em rela\u00e7\u00e3o a estas pessoas, \u00e9 antes que mais nada a solidariedade. Somos solid\u00e1rios com essa popula\u00e7\u00e3o&#8230; ou seja [&#8230;] que recusamos, recusamos as estruturas, os sistemas que os esmagam, por causa da injusti\u00e7a, por causa da falta de liberdade, devido \u00e0 depend\u00eancia, devido \u00e0 ignor\u00e2ncia, muitas vezes, procurada e desejada para o Quarto Mundo&#8230; impede que sejam animados pelo pensamento, pela reflex\u00e3o estruturada e que possam fazer os gestos essenciais que s\u00e3o gestos humanos&#8230;<br \/>\nA segunda a\u00e7\u00e3o que buscamos \u00e9 transformar a solidariedade em fraternidade. A solidariedade n\u00e3o penetra no homem, n\u00e3o encontra o homem&#8230; A solidariedade \u00e9 apenas uma luta contra o sistema, e a solidariedade deve ser transformada em fraternidade&#8230; e \u00e9 isso que o Movimento est\u00e1 pedindo! Isto \u00e9 o que n\u00f3s volunt\u00e1rios procuramos: criar fraternidade entre n\u00f3s e com o Quarto Mundo. Ou seja, que o outro \u00e9 verdadeiramente reconhecido como meu igual e que, porque o outro \u00e9 reconhecido como meu igual, ele tem o direito de compartilhar comigo o melhor do que eu sou.<br \/>\nPois a fraternidade \u00e9 a partilha do melhor de si mesmo. N\u00e3o \u00e9 compartilhar numa luta, numa luta&#8230; N\u00e3o! Aqui estamos no n\u00edvel da solidariedade&#8230;A A fraternidade significa que o outro tem direito sobre n\u00f3s. Na solidariedade, o outro n\u00e3o tem direito sobre n\u00f3s, ele \u00e9 um companheiro, ele tem [algo] em comum conosco. Este n\u00e3o \u00e9 o caso aqui! O outro tem direito sobre n\u00f3s&#8230; e o que ele n\u00e3o tem, ele tem o direito de nos pedir&#8230; e temos o direito de lhe pedir o que n\u00f3s n\u00e3o temos &#8230; \u00c9 isto o qa fraternidade&#8230;, a responsabilidade comum de compartilhar uns com os outros. E aqui estamos n\u00f3s no meio do desafio! Porque aqui n\u00e3o somos apenas n\u00f3s que compartilhamos, mas tamb\u00e9m o Quarto Mundo que compartilha conosco<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o Quarto Mundo que pede&#8230; mas tamb\u00e9m somos n\u00f3s&#8230; Assim, n\u00e3o se trata apenas de ensinar \u00e0s pessoas a ler, a escrever&#8230; ou a contar&#8230; o que \u00e9 uma quest\u00e3o de compensar o tempo perdido, de reparar os danos que foram feitos. Nem \u00e9 para fazer as pessoas gostarem da escola atrav\u00e9s de centros culturais, bibliotecas de rua, o que podemos chamar de preven\u00e7\u00e3o&#8230; n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso.<br \/>\nO que nos interessa n\u00e3o \u00e9 apenas deixar as pessoas curiosas, atentas, dando-lhes m\u00e9todos&#8230;Para n\u00f3s, e \u00e9 importante pensar muito sobre isso, trata-se de forjar as mentes e cora\u00e7\u00f5es de homens, crian\u00e7as e mulheres do sub-proletariado. E em troca, forjar nossos pr\u00f3prios cora\u00e7\u00f5es&#8230;<br \/>\nFalamos muito desse famoso olhar hipn\u00f3tico, o que significa que, porque voc\u00ea olhou para algu\u00e9m, ele sabe ler e escrever&#8230; Maravilhoso! E \u00e9 verdade! Mas por qu\u00ea? Porque a pessoa \u00e0 nossa frente, e n\u00f3s, somos homens realmente transformados, homens diferentes, homens novos que se encontram&#8230; homens, portanto, que aprendem o que n\u00f3s mesmos aprendemos, solidariedade atrav\u00e9s da partilha e fraternidade atrav\u00e9s do respeito. Porque o que \u00e9 importante trazer para os mais pobres e para n\u00f3s mesmos \u00e9 o respeito por n\u00f3s mesmos e o respeito pelos outros. Parece-me que n\u00e3o foi enfatizado o suficiente que, basicamente, introduzir as pessoas ao conhecimento significa introduzi-las antes de tudo ao respeito, porque a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 capaz de respeitar uns aos outros&#8230; de respeitar uns aos outros.<br \/>\nPorque a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 capaz de respeitar uns aos outros&#8230;&#8230;, pois est\u00e1 tomada, encerrada na necessidade! E os homens e mulheres que s\u00e3o encerrados em necessidade s\u00e3o for\u00e7ados a fazer as coisas que a vida ou o instinto os for\u00e7a a fazer!<br \/>\nIsto \u00e9 o que o Movimento \u00e9, e o que eu transmito a voc\u00eas! O que quer \u00e9 forjar o esp\u00edrito e o cora\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos e dos pobres, dos mais pobres.<br \/>\nMas tamb\u00e9m \u00e9, n\u00e3o \u00e9, para abrir-se \u00e0 esperan\u00e7a. A esperan\u00e7a \u00e9 a luz que \u00e9 lan\u00e7ada na vida das pessoas, que entra em sua vida de nunca os deixa&#8230; e que ofusca a vida dos humanos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Quando falamos de direitos humanos&#8230; muitas vezes esquecemos [que] lutar pelos direitos humanos \u00e9 lutar pelo direito de ser (&#8230;) <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/www.joseph-wresinski.org\/en\/direito-de-ser-um-humano\/\">Read more <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3619,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ep_exclude_from_search":false,"footnotes":""},"categories":[159,187],"tags":[],"class_list":["post-4378","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-other-languages","category-portugues-brasileiro"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.0 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Direito De Ser Um Humano - Joseph Wresinski EN<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.joseph-wresinski.org\/en\/direito-de-ser-um-humano\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Direito De Ser Um Humano - Joseph Wresinski EN\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&nbsp; Quando falamos de direitos humanos&#8230; muitas vezes esquecemos [que] lutar pelos direitos humanos \u00e9 lutar pelo direito de ser (...) 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